terça-feira, 15 de março de 2011

Dia do abraço


Ultimamente tenho pensado muito na minha vida e o que fazer com ela... Nos últimos dias tenho estado mais quieta e posso até dizer triste porque nao importa qual caminho eu escolha, vão haver perdas e alegrias (para não falar ganhos, porque ia ser muito cliché hehehe) e estar nesse meio termo onde as coisas parecem congeladas até eu decidir o que fazer, não é nada bom.
Domingo passado eu discuti, abri o jogo, chorei e chorei e chorei... Daquele jeito que a gente fica com a cara toda vermelha e uma dor de cabeça do cão.
Decidi continuar o dia e ir almoçar na casa de uma amiga... No caminho lembrei que não tinha trazido a bebida para levar para o almoço e almoço sem coca zero nao é almoço. :) Parei no Fred Meyers do caminho, peguei minhas duas cocas-zero de 600 ml e fui para o caixa... Chegando lá, a atendente me perguntou como eu estava, o que é usual aqui nos EUA. Disse que estava bem e paguei o que devia. Antes de ir embora a moça me falou: "Você parece ter chorado muito" e logo depois perguntou: "Você quer um abraço?". Na hora eu não assimilei direito a pergunta porque o pessoal aqui dos EUA não costuma ser tão expressivo e abraço é coisa rara, mesmo entre conhecidos. De imediato eu respondi: "Thanks..." como resposta padrão. Quando já estava pegando a sacola com as cocas para ir embora, eu pensei de novo no que ela havia me oferecido... Pensei em todos os protocolos que ela deixou para trás para me oferecer um abraço... Pensei em como ela se preocupou comigo, uma pessoa que ela nunca havia visto na vida. Naquele momento, eu disse: "Yes, I want". Ai nos abraçamos em pleno supermercado... Foi tão emocionante que comecei a chorar de novo. Você recebe os melhores presentes quando menos espera e quando mais precisa.
Agradeço por tudo que ela me ofereceu... pelo abraço... pela luz que ela colocou ali naquele momento da minha vida... por ela me dizer com aquele gesto que eu importava... Ela me fez crer de novo no ser humano e o quão bonito ele pode ser.
Obrigada, moça do supermercado... Obrigada de novo e sempre!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

E assim vou indo...


Geralmente eu lembro que não gosto de uma pessoa mas não consigo me lembrar porque. Acho que, intuitivamente, para me preservar, lembro que não gosto dela. Porém esqueço a causa que me motivou a não gostar. O lado positivo disso é que não fico remoendo mágoas nem ressentimentos.
Aí eu posso me perguntar: Por que continuar não gostando de uma pessoa se eu nem lembro o motivo pelo qual isso foi acontecer? Parece bobagem né? Bom... A resposta vem quando você menos espera e encontra essa pessoa. Em poucas horas você conclui: É... Eu tinha toda a razão. E aí, eu agradeço a minha memória sentimental por lembrar que não gosto dela e parabenizo a minha memória histórica por esquecer a mesma coisa.
E assim vou indo... Implicante, birrenta, sentimental (e às vezes até chatinha, admito) mas sabendo exatamente quem eu sou e, especialmente, o que eu (não) gosto.

domingo, 23 de agosto de 2009

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Hoje eu tive um sonho....


Hoje eu tive um sonho... Eu voltava para a minha vidinha de antes. Voltava a trabalhar na mesma empresa antes da mudança para longe, muito longe.... Voltava a poder ver meus pais todos os fins de semana e a dar aquele abraço gostoso quando se está matando a saudade.. Voltava a visitar minha sobrinha linda todos os dias quando voltava do trabalho e a brincar, nem que fosse um pouquinho com ela, por mais que eu (e ela também) estivéssemos mortas de cansaço... Voltava a poder rir de besteiras com minha irmã de um jeito só nosso e a perceber como aquilo era importante para nós duas.... Voltava a brincar com Viô quando chegava tarde da noite e a fazer um cafuné antes de dormir enquanto ela estava deitada no tapete do lado da minha cama... Voltava a fazer a listinha de minhas vontades para Luci todos os dias de manhã... Voltava a ver minha parede lilás e meus móveis brancos... Voltava a ver a bailarina na minha estante... Voltava a sentir tudo o que mais eu queria agora...

Ah saudades... Muitas saudades...

Minha escolha? Sim!

Definitiva? Absoluto que não...

domingo, 26 de julho de 2009

A vida floresce no verão...

Sabe aquele ditado sobre só dar valor a alguma coisa quando perdemos? Acho que reescrevendo esse pensamento poderíamos dizer que só damos valor ao que é difícil, ao que é raro, ao que é ausente. Com esse raciocínio, me peguei pensando no valor do verão aqui bem pra cima da Linha do Equador.
Quando me mudei para Seattle, em outubro de 2008, eu só conseguia ver uma cidade fria, que chovia diariamente, onde as pessoas só andavam de carro, só ficavam em casa, com exceções das noites de fim de semana. Mas... O verão chegou! Em pouco tempo entendi porque nos filmes de sessão da tarde eu via aquele pessoal doido deitado na grama pegando sol. O que acontecia ali era exatamente a valorização do que é raro e muito por aqui: o sol, o calor, a vida florescendo em todos os cantos que podemos enxergar.
Sentada hoje num restaurante thailandes almoçando com meu namorado, pude notar que, por trás das paredes de vidro do restaurante, a vida era bem comemorada. Gente passeando pelas ruas, verde em cada pedacinho de terra, o sol brilhando... Como foi bom perceber que mesmo passando por difíceis invernos todo ano, a vida dá um jeito de brotar de novo, de criar um sorriso no rosto de cada um, seja numa caminhada pelo parque, olhando os objetos de arte que são vendidos na feirinha, no filhotinho de golden retriever que parecia de verdade conhecer o valor da vida (e não só o do verão), pulando e abanando aquele rabinho feliz para quem passasse do seu lado.
Acho que hoje eu descobri que por mais difícil que o momento seja, a vida dá um jeito de fazer você sorrir de novo através de uma criança fofa toda suja de picolé, de um olhar para o céu azul e ser incapaz de encontrar uma única nuvenzinha, ou até mesmo fazendo você rir de si mesmo (o que eu adoro fazer!).
Pensando bem... A vida floresce a cada segundo, não só no verão, não só no dia quente e ensolarado. O inverno frio também tem seu valor. Ele me fez valorizar o que era corriqueiro, enquanto morava no Brasil, e ainda me presenteou com coisas novinhas: a árvode de natal com luzinhas e cheias de neve, o rebuliço da estação de esqui em Whistler, nas festas aconchegantes que fazemos em casa mesmo com o mais rigoroso dos invernos.
Ah... (Re)Pensando melhor ainda, eu descobri que a vida realmente floresce no verão...
E no inverno também. :)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Learning...

Im learning to live without you now
But I miss you sometimes
The more I know, the less I understand
All the things I thought I knew, Im learning again

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Por mais

Por mais que eu tente te esquecer me forçando a lembrar dos sad moments, não consigo. Os momentos que você me fez feliz foram tão awesome... Never felt that way before. So woman, so beloved.... I wish we will meet again and stay together for(our)ever.